03.06.2011 - Entrevista Backstage Muz-TV Awards 2011 // Tradução




Bill: Sim, sim… deixei o meu cérebro em Los Angeles.
Entrevistadora: Podemos ir buscá-lo.
Bill: Ok. Vou… vou levá-lo da próxima vez.
Tom: Esqueceste-te dele na escola, na primeira classe.
Bill:
É, na primeira…

Entrevistadora: Ok. Pessoal, podiam dizer-nos o que sentem por estar em Moscovo outra vez? É bom ver-vos novamente.
Bill: Estamos muito felizes, gostamos sempre imenso de Moscovo e da Rússia e gostamos dos nossos fãs, são sempre tão energéticos. Não tivemos a oportunidade de os ver com tanta regularidade, estamos um pouco tristes, mas quando nos vemos é sempre algo muito energético e muito íntimo. Sabe muito bem e havia muitos fãs no aeroporto, em frente ao hotel; por isso, é sempre uma boa sensação, porque não lançamos CDs há algum tempo, não estamos na estrada há algum tempo e é bom sentir esse apoio. Deixa-nos muito orgulhosos e felizes.

Entrevistadora: O que é que esperam da actuação de hoje?
Bill: Esperamos apenas uma boa plateia e diversão. Tocamos para os nossos fãs pela primeira vez, acho que não tocamos há anos, com este CD; por isso, esperamos apenas que todos gostem e que nos divirtamos imenso juntos.

Entrevistadora: Vi na conferência de imprensa que, acho que todos vocês, beberam bastante água. O que é que fizeram ontem?
Bill: Não, o Tom e eu tivemos uma viagem horrível para vir para aqui, porque vir de Los Angeles é uma viagem enorme e temos que voar por muito tempo, pelo que andámos um pouco cansados ontem e jantámos pouca coisa…
Tom: E vocês tomaram drogas, quero dizer, é por isso que eles precisam de água.
Bill: Não, é como quando actuamos e coisas assim. Não bebemos nada, estamos a modos que…
Tom: Mas talvez hoje à noite…
Bill: Hoje à noite, depois da actuação, queremos definitivamente festejar, porque tivemos sempre as melhores festas na Rússia e há tantos bares bons… Acho que vamos sair hoje à noite.



Tom: Havia um bar óptimo aqui, mas ardeu ou algo do género.
Bill: Sim. Qual era o nome? “Opra”, “Ópra”?
Entrevistadora: Sim, sim.
Bill: E já não existe, certo?
Entrevistadora: Certo.
Bill: É uma pena. Amávamos aquele bar.
Entrevistadora: Mas há vários bares melhores.
Bill: Ok.
Tom: Que bar é bom?
Entrevistadora: “Raĭ”.
Tom: “Raĭ”?
Entrevistadora: Significa “Paraíso”, sabiam? E… não me lembro onde fica.
Bill: Ok. Mas “Paraíso” é um bar bom?
Entrevistadora: Sim, vão lá.

Entrevistadora: Vi muitos dos vossos fãs, claro que eram muitas raparigas doidas - oh meu Deus. Têm medo delas? Porque elas são muito malucas, podem arrancar as vossas roupas, deixar-vos em pedaços, percebes?
Bill: Sabes, não é com medo, mas, às vezes, ficas muito nervoso. Quando vejo assim tanta gente e estou no hotel e tenho que sair ou algo do género fico bastante nervoso, mas é sempre pela banda, é uma honra, porque vemos que eles são nossos fãs e que nos estão a apoiar imenso e à nossa espera durante horas e horas só para nos ver. Deixa-nos muito orgulhosos e estamos felizes, basicamente estamos muito felizes por termos fãs assim, quero dizer, é a melhor coisa para uma banda, ter fãs assim; por isso, é muito fixe. Esperamos que seja seguro para todos e queremos ter a certeza de que ninguém se magoa ou assim, mas demos autógrafos em frente ao hotel hoje e, quero dizer, foi muito pacífico e foram todos muito simpáticos.

Entrevistadora: Agora sobre namoradas: de que tipo de raparigas é que vocês gostam? Todos vocês.
Bill: Não tenho uma rapariga de sonho, não tenho uma cor específica de cabelo ou algo do género. Acredito no amor à primeira vista, sou tipo antiquado quando se fala disto.
Tom: Há raparigas lindas na Rússia. Vemos sempre raparigas lindas. Olhos grandes, lindos.
Bill: Para mim, acredito em almas gémeas, por isso acredito que todos têm uma alma gémea por aí e acredito que para mim é como… há tanta gente e, por vezes, quando vou a guiar pelas cidades e vejo tantas pessoas fico maluco… quando penso que a minha alma gémea poderia estar algures por aí e talvez nunca a vá encontrar, percebes o que quero dizer? Acho que o amor é como a maior coisa na Terra e acho que nem todos têm a oportunidade de encontrar o amor real e verdadeiro. Acho que tens que estar muito feliz para encontrares o teu grande amor e espero que aconteça comigo um dia.
Tom: Vou-te contar um segredo: se quiserem realmente o Bill, quero dizer, ele é tímido, por isso…
Bill: Eu sou, mas…
Tom: Aproximem-se do Bill e beijem-no, directamente. E, então, talvez tenham alguma hipótese de ficar com ele.
Bill: Não, não, não.
Tom: Se o beijo for bom… Ele gosta deles molhados. Por isso, aproximem-se e beijem o Bill, é provavelmente a melhor ideia para o conquistar.
Entrevistadora: Vamos tentar.
Tom: Sim, tenta.
Entrevistadora: Estou a brincar. E quanto a vocês?
Georg: Eu tenho uma namorada, por isso ela é a perfeita para mim.
Tom: Mas eu vi-o a namoriscar por aí…
Gustav: Como o Tom disse, lindos al - al - al (NT: “pi - pi - pi”, de pillows (almofadas))… olhos, não almofadas, desculpa. Algo do género, sim.

Entrevistadora: Outra pergunta. De que é que têm medo antes de subir ao palco?
Bill: Ficamos nervosos, sim, ficamos sempre nervosos. Acho que é algo que advém naturalmente. Quando tocas para tanta gente nunca te acostumas. Quando se está numa tour é algo que… passas por isso todas as noites. Mas nós somos uma banda muito nervosa. No geral, estamos em pânico antes do concerto, mas assim que estou em palco, tudo passa e aproveito. Mas acho que é uma parte do que fazemos, estás sempre nervoso.

Entrevistadora: Sei que há algum tempo que vocês não tocam, um ano ou algo assim. O que estão a fazer?
Bill: Estamos a fazer uma pausa, agora. Lançámos o nosso último álbum - o CD “Best Of” está à venda - e para nós é… estamos a procurar novas inspirações, queremos montar um óptimo CD e não somos o tipo de banda que lança um álbum novo todos os anos, porque acho que não é algo natural, para mim. Precisas de tempo e queremos muito ser bons no que fazemos e gostamos de controlar, por isso tudo tem que estar perfeito. Às vezes, só precisamos de tempo e acho que, neste momento, é bom que vivamos a vida. Adoramos a vida, somos inspirados pela vida. Vamos ao estúdio, claro, estás sempre a trabalhar em novas músicas, mas queremos lançar o melhor CD de sempre. Por isso, não temos planos para o lançamento, não há nada planeado, estamos apenas a trabalhar e, quando estivermos prontos, avisar-vos-emos.

Entrevistadora: Porque é que… Bill, porque é que usas tanta maquilhagem? E vocês não querem experimentar também?
Bill: Eles têm inveja. Quando eles entram no meu quarto de hotel, experimentam sempre as minhas roupas, usam sempre a minha maquilhagem, mas eles são tímidos demais para mostrar ao público. Quando querem sair, dizem algo como “não, não somos assim tão confiantes”. Eu sou tímido quando…
Tom: O Bill tem sempre o melhor kajal (P.S.: lápis de olhos indiano) e adoro experimentar o kajal dele e é lindo. Mas sou um pouco tímido no que toca a usar kajal no trabalho, no palco, por isso…
Bill: Ele gosta de estar ao natural.
Tom: Sim.

Entrevistadora: O que é que os vossos pais acham da tua maquilhagem e dos teus piercings?
Bill: Sabes, o Tom e eu temos os melhores pais do mundo. Sempre tivemos muita liberdade em tudo e a minha mãe sempre foi muito liberal. Fiz o meu primeiro piercing acho que com treze ou algo do género e a minha primeira tatuagem com quinze e usava maquilhagem na escola e por ela estava sempre tudo bem, porque temos uma óptima, óptima relação. Somos tão, tão próximos e ela confia totalmente em nós. Enquanto formos felizes, ela aceita completamente e sempre nos apoiou muito e temos uma ligação muito boa, sim.

Entrevistadora: O que é que pensaram… por a verem de novo? O que é que sentiram? O que é que pensaram?
Bill: Pensámos que e recebemos tantos e-mails de fãs e pensámos “ok, precisamos de uma oportunidade para ir lá”, por isso, isso motivou-nos… e pensámos “ok, é uma óptima oportunidade de irmos e vermos os nossos fãs e finalmente tocar para eles”…. acho que há mais de seis meses, por isso é bastante exclusivo. Só viemos por causa dos nossos fãs russos e depois disto não há outro concerto marcado nem nada. (…) Não, quando temos uma entrevistadora tão bonita como tu, é sempre uma coisa engraçada de se fazer mas…
Tom: Mas depois de meio ano de… (…)

Entrevistadora: O que acham da opinião dos jornalistas sobre vocês? Eles escrevem muitas coisas diferentes.
Tom: Não sabemos o que os jornalistas pensam sobre nós…
Entrevistadora: Não, não os jornalistas russos, mas em geral.
Tom: No geral, só podemos ler os artigos em alemão e talvez alguns em inglês, mas não os lemos de todo.
Bill: Não, acho que tens que evitar isso. No início da nossa carreira, quando começámos, fazíamos muito isso e isso deixa-te maluco, porque não podes dizer algo para tudo. Há tantos rumores, tantas coisas que as pessoas escrevem… Enquanto não estivermos sentados à frente de uma câmara a dizê-lo por nós mesmos, nunca acreditem. Acho que…
Tom: A única coisa que é um rumor verdadeiro é que o Georg está a apaixonar-se por mim, essa é a única coisa que posso dizer que é verdade.
Entrevistadora: Oh meu Deus. A última: Poderiam todos olhar para a câmara e dizer “Olá, nós somos os Tokio Hotel e vocês estão a assistir ao PRO News”?
Bill: Ok. Olá, nós somos os Tokio Hotel e vocês estão a assistir ao PRO News.

Tradução: Scream Street Team

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